quarta-feira, 8 de agosto de 2012


                                                                     Sonho






A dúvida pairou no ar. Fluiu, como uma leve brisa que carrega pequenas folhas, em meus pensamentos. O que estaria por vir... Pensamentos me inquietavam até que dormi. Abri meus olhos e avistava portões. Atravessei-os e podia ver um lugar novo. A insegurança não havia me acompanhado. Ficara para trás das grades. O medo se dissolvera e a única sensação que eu podia descrever com clareza era a enorme curiosidade que irradiava pelos meus olhos que ansiavam por conhecimentos. Lembro-me da delgada camada de névoa aparecer e levar as definições tão certas, tão precisas, ao tornar-se espessa. Abri meus olhos e a luz do dia acariciava meu rosto, fazendo-lhe arder. A dúvida ainda estava lá. Mas agora eu podia vê-la, rondando-me, do lado de fora. Foi aí que me recordei do sorriso. Aquele que abraçava a minha alma, aquietava meus medos, afagava minha emoções. Aquele que não era afetado por aquela que me espreitava agora distante.