Sonho
A dúvida
pairou no ar. Fluiu, como uma leve brisa que carrega pequenas folhas, em meus
pensamentos. O que estaria por vir... Pensamentos me inquietavam até que dormi.
Abri meus olhos e avistava portões. Atravessei-os e podia ver um lugar novo. A
insegurança não havia me acompanhado. Ficara para trás das grades. O medo se
dissolvera e a única sensação que eu podia descrever com clareza era a enorme
curiosidade que irradiava pelos meus olhos que ansiavam por conhecimentos.
Lembro-me da delgada camada de névoa aparecer e levar as definições tão certas,
tão precisas, ao tornar-se espessa. Abri meus olhos e a luz do dia acariciava
meu rosto, fazendo-lhe arder. A dúvida ainda estava lá. Mas agora eu podia
vê-la, rondando-me, do lado de fora. Foi aí que me recordei do sorriso. Aquele
que abraçava a minha alma, aquietava meus medos, afagava minha emoções. Aquele que
não era afetado por aquela que me espreitava agora distante.
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